TRAVESSIA PEDESTRE NA PONTE PÊNSIL
Travessia pedestre no contra-fluxo de automóveis. Foi uma das primeiras pontes pênseis do Brasil e transporta veículos e pedestres entre o Morro dos Barbosas e o Japuí . Originalmente concebida em 1910 como uma forma de transportar esgoto para longe da cidade de Santos e São Vicente, a construção começou em 1911 e a ponte foi inaugurada em maio de 1914.
Foto de 1965, autor desconhecido.
PARANAPUÃ-PRAIA DAS VACAS
Praia das Vacas. Registro do fotógrafo Teodore Preising.
Fonte: Pinacoteca Benedicto Calixto
ANTIGA ESTAÇÃO E PÁTIO FERROVIÁRIO
CENTRO -CATIAPOÃ
Início do Século XX
GALPÕES DA VIDROBRÁS E OFICINA DA SOROCABANA
REGISTROS DE DALMO DUQUE -1982
Galpões da Vidrobrás junto aos trilhos da E.F. Sorocabana, no Catiapoã. Registro em P&B de 1982. Câmera Yashica FXD lente 50mm ampliando transformado em poster pelo Foto Embaré (Santos) e resgatado agora por Verônica Esquive Duque.
As fotos originais do registro estão no site Novo Milênio. São Vicente de Antigamente. O fim da estação dos trens da Sorocabana, página 6.
O fim da estação dos trens da Sorocabana (6). Inaugurada em 1913, para atender à então Southern São Paulo Railway (que depois seria adquirida pela Estrada de Ferro Sorocabana), a estação ferroviária de São Vicente teve seu prédio mais recente edificado em 1957. Em 2006, foi demolida.
As fotos a seguir foram postadas no blogue São Vicente na Memória por seu editor, Dalmo Duque dos Santos, em 10 de janeiro de 2010, com um texto explicativo:
"(...) As velhas estações aos poucos estão desaparecendo. A de São Vicente já não existe mais e cedeu espaço para o trânsito ensurdecedor da chamada Linha Amarela, criada para aliviar o fluxo da Presidente Wilson e das avenidas do Gonzaguinha. Essas imagens mostram a região central da cidade, quando os trens ainda faziam parte do cenário urbano. Foram feitas em 1982 (não nos recordamos a época do ano) entre as 6 e as 7 horas da manhã, antes do expediente [na] São Vicente Veículos, onde trabalhávamos no escritório da oficina. Em 1982 já existia foto colorida e a revelação já era feita em processo eletrônico, porém as imagens em P&B também eram objeto e culto para os estudantes de fotografia, como nós. Essas foram feitas na época em que frequentávamos o curso do já famoso Araquém Alcântara, na fase experimental de composições em preto e branco. O filme foi revelado manualmente no Foto Embaré, no Gonzaga. Um amigo de andanças fotográficas dessa época foi o Penacho (da Valino Tintas), que nos vendeu a máquina Yashika FXD com a qual registramos a antiga e hoje desaparecida Estação de São Vicente. Com o Penacho também registramos cenas da área portuária de Santos e que, por descuido e inexperiência, perdemos os filmes numa blitz da Segurança das Docas.":
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São Vicente INDUSTRIAL E FERROVIÁRIA : estação de passageiros na rua Campos Sales, uma composição de cargas e pátio de serviços da Estrada de Ferro Sorocabana no bairro Catiapoã. Acima, lado centro da cidade, os galpões e a chaminé principal da Fábrica de Vidros : Vicri, Vidrobrás, Santa Marina e depois Saint-Gabain. Foi desativada em 2023. A matéria-prima dessa produção (areia de sílica) era extraída na área rural do bairro rural Samaritá, que dividia aquela região com alguns sítios de lazer; e os pastos de quarentena do gado (quarentenário), que era trazido de trem para o abater nos frigoríficos de São Vicente e Santos. Foto original dos anos 1970 em p&b, colorizada artificialmenteVILA BETHÂNIA
Colorização Otto Silva a partir de cartão postal da época
Itararé e Ilha Porchat. Plano de urbanização da orla nos anos 1940-50. Nota-se a construção de três edifícios, dois deles (à direita da foto) projetados pelo escritório do arquiteto paulistano Lauro da Costa Lima, entre 1954 e 1955.
A Rua Frei Gaspar com seus casarões veranistas e residenciais dos anos 1930. Uma época que não havia muitos automóveis e o bonde era o principal meio de transporte. É talvez a nossa rua mais longa na direção do outro extremo da ilha. No Centro, é a mais valorizada comercialmente, abrigando historicamente o Edifício Gáudio, a Casa do Barão, o Palácio Caramurú, o Edifício Zufo, a Praça Barão, o Hospital São José e a Fábrica de Vidros (ainda em pé). É também a entrada principal do Shopping Brisamar.
Itararé, ilha Porchat e um pedacinho da praia do Milionários. Foto publicada em 1982 na "Poliantéia", álbum histórico e geográfico comemorativo do 450 Anos de Brasilidade.
CERCA DE OBELISCOS
AVENIDA GETÚLIO VARGAS SENTIDO PONTE PÊNSIL
VILA BETHÂNIA VISTA, ILHA PORCHAT
Um dos registros mais antigos da orla de São Vicente, no início do século XX. O Boa Vista (Vila Bethânia) a partir da Ilha Porchat. Um automóvel trafega na praia do Itararé em direção à baía (futura praia dos milionários). Também conhecida como Vila dos Estrangeiros, nela residiam as famílias europeias que atuavam no comércio portuário de Santos.
Registro dos anos 1940 com acesso pavimentado para a Ilha Porchat.
Final dos anos 1960. Varanda do Ilha Porchat Clube e ao fundo o Boa Vista -Praia do Itararé.
O Boa Vista e a Ilha Porchat nos anos 1960 pela lente de Boris Kaufmann. O bairro e o famoso promontório - entre as praias do Itararé e o Gonzaguinha - avançava na sua verticalização, extinguindo as mansões residenciais e veranistas da antiga Vila Bethânia, também conhecida como Vila dos Estrangeiros. Nessa orla existiu uma avenida chamada Eng. Miguel Presgrave - entre a rua Rangel Pestana (Ed. Grajahú, de 1954) e a avenida Manoel da Nóbrega (Ed. Marahu, de1955) -também extinta pela ocupação imobiliária sobre as areias da praia. É até hoje citada nos mapas urbanos em com CEP
11320190 (Itararé).
Encerramento do ano letivo das escolas públicas de São Vicente, em 10 de dezembro de 1904, na esquina da rua XV de Novembro com rua Jacob Emmerich, vendo no grupo o Intendente Salvador Leal e o Inspetor Literário Militão Azevedo.
A Praia dos Milionários registrada pelo foto-jornalista José Dias Herrera em 1965. Acervo da FAMS- Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Voluntários ambientalistas realizando uma operação de limpeza nas pedras próximas à ilha Porchat. O lugar é um antigo ponto muito frequentados por veranistas, como mostra a foto em P&B feita por Francisco Herrera nos anoa 1960. Créditos das fotos-drone: Domingues Domingues; e Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Análise curiosa do historiador vicentino Luis Renato Thadeu sobre o cartão postal e uma foto feita por Benedito Calixto: "Comparando as palmeiras à direita da foto do rio sapateiro com as que estão à esquerda na segunda foto. Dá para concluir que é a esquina da Jacob Emmerich com Martim Afonso tirada da hoje Praça Barão do Rio Branco e ao fundo no Morro dos Barbosa (próximo a Rua do Colégio) a casa de férias do Mosteiro de São Bento ( atualmente um hotel)".
Correntes marítimas da baía de São Vicente. Ao fundo, o Mar Pequeno.
São Vicente, Cidade Maravilhosa
📸@naldroneoficial
Vista do Japuí na década de 1950 e ao fundo Praia Grande, localidades ainda com muitos sítios rurais com poucas edificações urbanas.
Cartão Turístico do Clube Internacional de Regatas mostrando o Porto Tumiaru, em São Vicente. O Porto do Rei, também citado, era no então bairro de Praia Grande, atual Portinho. Ao fundo se vê a Serra do Mar. Essa travessia tinha vários canoeiros, entre eles Antero de Moura e Ayub Elias Simão.
Do original M. Pontes-Bazar de Paris: publicação de Eduardo Fernandes no Grupo Santos Antiga.
VICTOR BRECHERET em São Vicente nos anos 1940, sua cidade de temporadas quase permanentes. Produziu aqui muitas das suas pequenas obras e teve como assistente uma aluna vicentina que também se tornaria uma grande celebridade das artes plásticas: ELISABETH NOBLING, nascida e criada na Vila Betânia (Boa Vista).
PS. Brecheret é o autor de grandes monumentos em São Paulo (Bandeirantes do Ibirapuera e Duque de Caxias) , bem como da famosa estátua Musa Impassível, da poetisa Francisca Júlia. Elisabeth é autora das gravuras do Relógio da USP.



